
Mais uma vez favorito na Série C,
o Fortaleza tinha um elenco com valor de mercado muito superior às demais
equipes. Porém, pelo terceiro ano seguido, os cearenses deixaram o acesso
escapar no jogo decisivo em pleno Castelão lotado. Para se ter uma ideia do
trauma do Leão, os valores somados dos elencos de Guarani e Juventude – duas
equipes tradicionais que conseguiram subir – não superam o valor de mercado do
time do Fortaleza.
Porém,
diferentemente do que acontece nas Séries A e B, a análise em relação ao
Fortaleza é diferente. Como a Série C não é disputada por pontos corridos, é
mais natural que o time mais qualificado não seja, necessariamente, premiado. A
liderança do Grupo A, na primeira fase da competição, fez valer o elenco mais
valorizado do torneio, mas no mata-mata a história muda.
Outro
time que chama a atenção pelo alto valor de mercado dos seus atletas é o
Tombense, que nem conseguiu se classificar para a fase final. Nesse caso,
contudo, é possível observar que o valor do elenco não reflete,
obrigatoriamente, o potencial. Famoso por ser um clube de empresários, com negociações
a todo vapor pelo Brasil, o time de Tombos tem um plantel inchado, o que causa
uma “supervalorização”.
Completando
os oito elencos mais valorizados da Série C, estão mais quatro equipes que
avançaram às quartas de final: ABC, Botafogo-PB, Juventude e Guarani – três das
quais conseguiram o acesso. Apenas três clubes do mata-mata não estão entre os
elencos mais caros: Boa Esporte (que subiu para a Série B), Botafogo-SP e ASA.
A equipe de Arapiraca, por sinal, teve desempenho louvável no torneio, considerando
que seu elenco é um dos menos valiosos dentre as 20 equipes.
Já
entre os rebaixados à Série D, as grandes decepções foram a Portuguesa e o
América-RN. Equipes tradicionais, acostumadas a frequentar inclusive a Série A,
a dupla não estava entre os elencos mais valorizados, mas também não tinham
equipe para cair, especialmente o time de Natal: avaliado em 2,55 milhões de
euros, o América-RN tinha um elenco quatro vezes mais valioso que o do ASA.
Apesar
do formato de competição ser outro, a lição é a mesma das Séries A e B: ter
jogadores valorizados no mercado pode ajudar, mas não é certeza de sucesso.
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Virando Jogo
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